Sobre lindas roupas e pessoas interessantes

Quando vir uma roupa muito bonita, numa vitrine qualquer, experimente-a.

Você pode adorar o caimento, acreditar que é a roupa perfeita e levá-la; ou simplesmente pode perceber que ela é bonita na vitrine, mas não te serve. Vai te decepcionar, mas acaba com a ilusão do ‘e se fosse…’.

Com as pessoas também funciona assim.

Quando encontrar uma interessante, experimente-a. Aquela pode ser a ideal para você… ou não. Só experimentando para saber.

E quando a gente prova mas não quer aceitar que a pessoa/roupa não serve? Muito comum, afinal, a gente sempre acha que pode dar um jeitinho…

Evite comprar roupas pensando em emagrecer, engordar,cortar metade do comprimento fora ou colocar silicone para que a roupa caia bem; evite investir em relacionamentos esperando uma transformação enorme do outro – ou sua.

Fazer uma bainha, apertar um dedinho, esquecer um pouco uma mania besta, um mau hábito, tudo bem! Mas grandes ajustes são trabalhosos e dificilmente sairão bem acabados.

Outra coisa: preferencialmente, mantenha distância das roupas que já possuem dono. Atenha-se às vitrines disponíveis.

Brechós também são bem-vindos; peças cheias de experiência e histórias para contar… e o melhor: super interessados em achar novos donos.

Ah! Não queira só aquela roupa que você gostou muito. Esteja aberto às outras opções. Existem muitas que a gente nem imagina que são lindas, até que vestimos e nos apaixonamos.

Seguindo as dicas, não deixe de procurar, gostar e provar. E se aquela não servir, existe um mundo de vitrines e pessoas por aí, só esperando que você apareça para experimentá-las.

 

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Supervocê x Você

Nenhuma aranha te mordeu, você não nasceu num planeta distante, nem foi atingido por raios gama.

Você mesmo criou uma identidade secreta e resolveu dizer ao mundo que essa fantasia é a mais pura verdade.

A diferença é que os heróis lutam contra o crime, o mal, os vilões. E na sua história, o vilão é você mesmo. Quem vence a batalha?

Eu entendo que bancar o super-herói é muito mais interessante e atrativo do que a vida real:

Ao virar Homem-Aranha, Peter Parker torna-se poderoso e deixa para trás toda a timidez; o Superman ganha a atenção do mundo, enquanto Clark Kent é apenas um jornalista em Metropolis e Bruce Wayne é só um playboyzinho sem toda aquela aura obscura do Batman.

É, você realmente acredita que é melhor se esconder e viver o personagem.

Mas sabe de uma?

Eu te prefiro você.

Sem máscaras, sem fantasias, sem capas.

Com defeitos, inseguranças e medos.

Eu te prefiro você. Só você.

 

P.s: Ao ler esse texto, não vista a carapuça. Retire-a.

Uma história real inventada

Tenho o costume de olhar para pessoas desconhecidas e imaginar suas histórias de vida; de onde são, o que passaram, o que desejam, se tem filhos, a profissão etc.

Esses dias, na rodoviária, encontrei uma mulher que vou chamar de Rita. Ela desembarcava em Salvador, aparentava uns 21 anos, trazia uma mala na mão e um bebê de cerca de 7 meses no mamãe-canguru. Além disso, tinha uma grande mancha roxa ao redor do olho esquerdo e carregava um dos olhares mais tristes que já vi. Ao me deparar com essa mulher, rapidamente comecei a imaginar. Que histórias ela já viveu? Por que um olhar tão triste, de quem carrega décadas de sofrimento, apesar da pouca idade? E lá vou eu inventar…

Rita nasceu e sempre morou em Quijingue ,interior da Bahia. Saiu da cidade poucas vezes em sua vida. Terminou o segundo grau com dificuldades. Na verdade, ela não gostava de estudar. Queria ser cabeleireira e não acreditava que a escola poderia ajudar na profissão que havia escolhido.

Aos 18 anos, Rita se apaixonou. Cair de amores por Zeca foi sua felicidade e seu tormento. Ele era o ‘garoto problema’ da cidade: vivia se metendo em confusão e era violento; não com Rita,  com ela ele era só carinhos. Esse tratamento a fazia enfrentar a família e os amigos, que desaprovavam o namoro. Para Rita, todos conheciam Zeca; mas só ela conhecia o Zeca de Rita.

Os problemas começaram quando Zeca, além de ser apaixonado por ela, encantou-se por outra: a bebida. Um dia, em uma das aparições bêbadas de Zeca, o casal brigou e, pela primeira vez, Rita apanhou. E não fez nada. Era uma fase. Ele estava com problemas.Precisava de apoio. Rita repetia essas frases como se fosse um mantra.

A fase não passo; as bebedeiras tornaram-se cada vez mais freqüentes e a violência também. Rita ameaçava terminar, Zeca prometia mudar. Prometia que voltaria a ser o que era – só prometia. Mesmo assim ela não conseguia abandoná-lo.

Quando descobriram a gravidez, ela implorou para que ele ao menos tentasse largar a bebida. Zeca conseguiu. Rita teve uma gravidez super tranquila, ao lado do Zeca por quem ela tinha se apaixonado: o Zeca de Rita.

Depois do nascimento de Gustavinho as coisas voltaram a desandar. Zeca voltou a beber, passava menos tempo em casa e não se importava com o filho. Mais uma vez, tornou-se violento. Ameaçou bater no filho várias vezes e o pior não aconteceu porque Rita tomou a frente e apanhou no lugar do bebê. Foi a gota d’água. Ela amava Zeca; apesar de tudo, ainda amava. Mas amava seu filho muito mais. Amava aquele ‘amor de mãe’ que ela sempre ouviu falar e nunca acreditou que existisse.

Ligou para uma tia que mora em Salvador e pediu abrigo. Tinha que ficar longe de Quijingue. Manter distância de Zeca. Precisava de analgésicos para as feridas do corpo e tempo, muito tempo, para sarar a alma.

Rita desembarcou em Salvador com uma mala na mão e Gustavinho no colo. Não sabia o que lhe esperava na capital; tinha medo, mas confiava que tudo seria melhor. Naquele dia, o coração de Rita – guiado por seus olhos tristes – conheceu e reconheceu um sentimento novo: esperança.

Wish list

AMPLIAR – horizontes e ideias

REDUZIR –  problemas e  medidas

DIRIGIR – a vida e os carros

PRATICAR – o desapego e o exercício físico

RIR – com ou sem motivos

CHORAR – de rir

ESTAR – em paz e com os amigos

SER – eu mesma e diferente

AMAR – sem complementos

 

Não quero mais brincar…

Cansei desse jogo de xadrez; de montar estratégia, analisar jogadas, calcular passos.

Não aguento mais tentar ler sua ‘poker face’. Apostar alto nos seus blefes é cada vez mais difícil.

E o esconde-esconde? Não tem mais graça você sempre se esconder e eu sempre te procurar…

2 altos, pô!

Vamos parar de complicar e brincar só de pega-pega?

 

Trilha sonora do post:Chou Chou – Formidável Família Musical

Boboca Lifestyle

É bem melhor levar a vida de maneira boboca:falando merda, rindo à toa, fazendo coisas absurdamente loucas e engraçadas.

O boboca a que me refiro não é sinônimo de idiotice ou superficialidade. Pelo menos no meu caso, a boboquice ajuda a dar leveza à densidade, aos conflitos e ao drama que eu carrego. E olha que são muitos! Se eu não fosse tão boboca, seria insuportável viver comigo mesma. E seria pior para quem convive comigo (porque já não é fácil, né?).

Como é bom sentar numa roda de amigos bobocas, falar boboquices e rir até a barriga doer….

Como é bom lembrar de alguma coisa engraçada e rir sozinha, sem se importar com os outros te olhando e te achando doida…

Como é bom tirar fotos loucas, dançar ‘bate forte o tambor’, cantar ‘Vampiro Doidão’, apedrejar pôneis em Bali….

Sou boboca, sim. Com muito orgulho. E recomendo que você seja também.

P.S 1: Gente, boboca é uma palavra terapêutica. Diga em voz alta: Bo-bo-ca. De novo: Bo-bo-ca. Agora mais rápido: Boboca.  Oh, que delíciia falar isso!

P.S 2: Esse post é dedicado aos meu amigos e companheiros bobocas. =)

Faz de conta que é felicidade

Desconfio das pessoas que gritam sua felicidade aos quatro cantos. As que realmente são felizes demonstram com brilho no olhar, leveza de aura e todas as outras coisas clichês e piegas que a felicidade proporciona. Para mim, quem tem que falar que é feliz a todo momento só está tentando convencer os outros – e a si mesmo – que é.Gritam a felicidade para tentar espantar a tristeza.

A tristeza é uma menina tímida e que se acha feia. Quando vê a alegria cheia de sorrisos e efusividades, prefere se esconder. Ela gosta de aparecer quando está na companhia da sua melhor amiga, a solidão. Aí sim, se esbaldam. Sofrem, choram, doem, machucam e espezinham. Por isso ninguém quer ser visto perto da tristeza…

Tá, eu até entendo a necessidade que as pessoas sentem de expressar uma falsa felicidade, porque quem gosta de tristeza é poeta, né?  Mas… será que vale a pena essa (auto) enganação? Ao invés de perder o tempo preocupado em fingir que tá feliz, por que não procurar ser feliz de verdade?  Tenho a impressão que viver a felicidade é bem mais proveitoso que falar sobre ela. Bom é tentar expulsar a menina tímida e que se acha feia. Eu tô tentando…


A espera

Esperar é aquela cena de filme em que as folhas do calendário voam e depois você se pergunta se existiu vida nos dias que passaram.

É brincar de estátua e ganhar; porque todos se movem, menos você.

É  engarrafamento que não tem fim, é consultório médico lotado, é leite que não ferve nunca.

Esperar é chato pra dedéu.