Dancing with herself

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Passava horas seguidas brincando sozinha. Sem achar solitário, sem ser autista, sem interferir no relacionamento com os coleguinhas da escola.

Sempre achou estranho quem tem necessidade de companhia constante; “Em que momento ele consegue ouvir a si mesmo se tem sempre alguém abafando a voz interior?” Você se diverte sozinha: cria situações cômicas, paranoias, perseguições, imagina diálogos, reescreve-os cinco vezes e dirige as cenas nas horas – dias até – em que fica só.  

E olha, você não precisa desgostar de ser assim, mas precisa admitir que não dá para dançar solo para todo o sempre. Porque eu sei que você é dura na queda da entrega, mas dessa vez você corre o risco de se apegar demais; curtindo muito a companhia que te entende, diverte e nunca vai embora: a própria.

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