Só um pouquinho de querer já tá bom.

Quis muito. Muito. MUITO.

Mas quis o incerto.

Quis não querer mais.

Aí, quis desligar o botão do querer e, sem querer, desliguei a chave geral.

Não quis mais nada. Na-da. NADA.

Oca. Vazia.

ONDE RELIGA ESSE BOTÃO PELAMORDEDEUS?

 

Cheguei à conclusão que é melhor querer alguma coisa, do que nada.  Mesmo que seja bobo. Que seja pouco. Que seja vergonhoso, até. E sabe por quê? Balão vazio não voa, bebê.

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Eu, Flavia C.

Você é uma droga.

Causa euforia, alegria, alucinações, perturbações e dependência. Você me faz pensar que sua falta me faz mal; me faz querer sempre mais de você. Mas não é a falta, é a presença que não me faz nada bem.

Reconhecer o vício não é o primeiro passo?  Eu disse sim, sim, sim àquela rehab que a Amy disse ‘no’.

Todos os dias, levanto e faço promessas a mim mesma: só por hoje eu não vou te ligar, só por hoje eu não quero notícias suas, só por hoje não vou te stalkear, só por hoje foda-se você.

E tem dado certo, sabe? Posso dar testemunho:

“Oi, meu nome é Flavia, tenho 23 anos, sou viciada em você e estou limpa há 53 dias”.

Um só por hoje diariamente renovado.

Só por todos os dias.

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Minuto de (não) sabedoria 2

Depois da tempestade da alma vem um coração destruído e um sentimento desabrigado.

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Minuto de (não) sabedoria 1

O Ministério da Saúde adverte: passar vontade causa danos graves à saúde física, psíquica e espiritual.

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[ ø ]

Sem essa de “eu me basto”!

No fundo, todo mundo quer ser parte.

Ser parte de um conjunto, ser semelhante a outros elementos, ser interseção. Porque solidão é insuportável! Solidão de alma, sabe? Daquela que não vai embora nem com ‘mils’ pessoas ao redor. Concordo com o poetinha: “É impossível ser feliz sozinho”.

Quem diz que vive bem sendo um elemento único é um grande mentiroso…

Porque a verdade é que essa coisa de conjunto unitário só funciona na matemática. Na vida real, todo conjunto unitário é vazio.

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Sobre lindas roupas e pessoas interessantes

Quando vir uma roupa muito bonita, numa vitrine qualquer, experimente-a.

Você pode adorar o caimento, acreditar que é a roupa perfeita e levá-la; ou simplesmente pode perceber que ela é bonita na vitrine, mas não te serve. Vai te decepcionar, mas acaba com a ilusão do ‘e se fosse…’.

Com as pessoas também funciona assim.

Quando encontrar uma interessante, experimente-a. Aquela pode ser a ideal para você… ou não. Só experimentando para saber.

E quando a gente prova mas não quer aceitar que a pessoa/roupa não serve? Muito comum, afinal, a gente sempre acha que pode dar um jeitinho…

Evite comprar roupas pensando em emagrecer, engordar,cortar metade do comprimento fora ou colocar silicone para que a roupa caia bem; evite investir em relacionamentos esperando uma transformação enorme do outro – ou sua.

Fazer uma bainha, apertar um dedinho, esquecer um pouco uma mania besta, um mau hábito, tudo bem! Mas grandes ajustes são trabalhosos e dificilmente sairão bem acabados.

Outra coisa: preferencialmente, mantenha distância das roupas que já possuem dono. Atenha-se às vitrines disponíveis.

Brechós também são bem-vindos; peças cheias de experiência e histórias para contar… e o melhor: super interessados em achar novos donos.

Ah! Não queira só aquela roupa que você gostou muito. Esteja aberto às outras opções. Existem muitas que a gente nem imagina que são lindas, até que vestimos e nos apaixonamos.

Seguindo as dicas, não deixe de procurar, gostar e provar. E se aquela não servir, existe um mundo de vitrines e pessoas por aí, só esperando que você apareça para experimentá-las.

 

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Supervocê x Você

Nenhuma aranha te mordeu, você não nasceu num planeta distante, nem foi atingido por raios gama.

Você mesmo criou uma identidade secreta e resolveu dizer ao mundo que essa fantasia é a mais pura verdade.

A diferença é que os heróis lutam contra o crime, o mal, os vilões. E na sua história, o vilão é você mesmo. Quem vence a batalha?

Eu entendo que bancar o super-herói é muito mais interessante e atrativo do que a vida real:

Ao virar Homem-Aranha, Peter Parker torna-se poderoso e deixa para trás toda a timidez; o Superman ganha a atenção do mundo, enquanto Clark Kent é apenas um jornalista em Metropolis e Bruce Wayne é só um playboyzinho sem toda aquela aura obscura do Batman.

É, você realmente acredita que é melhor se esconder e viver o personagem.

Mas sabe de uma?

Eu te prefiro você.

Sem máscaras, sem fantasias, sem capas.

Com defeitos, inseguranças e medos.

Eu te prefiro você. Só você.

 

P.s: Ao ler esse texto, não vista a carapuça. Retire-a.

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